Projeto Cidade Limpa pretende diminuir o lixo em Imperatriz
Os riachos também representam um grande risco à saúde pela quantidade de lixo que é jogado neles.09/11/2012 - Redação. O Conselho Municipal do Meio Ambiente (Commam) realiza, a partir deste mês, o projeto Cidade Limpa que prevê ações para diminuir a quantidade de lixo e resíduos de construções nas ruas da cidade, uma tentativa de resgate à paisagem de Imperatriz. Para isso, a campanha pretende primeiramente, despertar a conscientização da população.
“O conselho vem sentindo essa necessidade de dar essa alerta para a população, porque limpeza não se trata apenas do poder público, mas também de cada cidadão para que possamos realmente ver uma cidade limpa”, ressalta Ivanice Cândido, presidente do Conselho Municipal do Meio Ambiente. Ela afirma que boa parte das pessoas não têm o cuidado de jogar o lixo no devido lugar. “Temos observado que o cidadão vem deixando muito a desejar. Nas vias públicas, o pedestre às vezes compra alguma coisa e joga nas ruas”.
Henrique Soares assume que muitas vezes jogou lixo no meio da rua, mas justifica sua ação pela falta de lixeiras. “É muito difícil encontrar uma lixeira aqui nessa cidade. Às vezes demora horas para eu ver alguma, por isso, de vez em quando eu acabo jogando no meio da rua mesmo”. Mas, a presidente diz que esta é uma das maiores preocupações do projeto, e que já prevê uma ação em relação a isso. “Temos como parceiros a Associação Comercial Industrial de Imperatriz, que se disponibilizou a incentivar as empresas a colocar lixeiras em locais públicos, porque sabemos que ainda há poucas lixeiras. Às empresas que fizerem parte, o conselho estará dando um certificado de reconhecimento à cidadania”.
Os riachos também representam um grande risco à saúde da população pela quantidade de lixo que é jogado neles. “Vamos combater também os resíduos volumosos, que são esses materiais velhos que as pessoas não utilizam mais, como geladeiras, colchões e sofás. As pessoas jogam dentro de riachos. Todos os anos a secretaria de Infraestrutura faz a limpeza desses riachos, mas em dois meses já está tudo do mesmo jeito. Ele não é pra ser jogado nos córregos”, garante Ivanice Cândido.
As pessoas que dependem do lixo para sobreviver também são visadas no projeto Cidade Limpa. “Existe uma demanda de cidadãos que trabalham com matéria reciclável indo buscá-la no lixão, por isso, queremos também auxiliá-los, para recolher este material nos bairros. Por isso, vamos incentivar a coleta seletiva. Todo o lixo deve ser separado em seco e úmido”.
Além da população, a campanha pretende conscientizar também as empresas responsáveis por resíduos de construções. “Outro problema são os transportes, como as caçambas que carregam areia, seixo, entulhos de construção. Vêm transportando sem estar coberto, e acaba caindo nas vias públicas. Portanto, agora todo veículo que transporte esse material tem que estar devidamente coberto para evitar derramamento. Inclusive, a secretária de Trânsito disse que vai intensificar as fiscalizações sobre esses transportes, o que já contribui com o projeto”. E garante que haverá fiscalização também para os depósitos de entulhos que ficam no meio das ruas de Imperatriz. “Tem uma demanda muito grande desses depósitos que atrapalham a passagem dos veículos e se tornam um perigo, estamos procurando juntamente com a Secretaria de Trânsito (Setran), vendo o licenciamento dessas empresas, para junto com elas ver como isso será trabalhado”. Para garantir o sucesso do Projeto, o Conselho está firmando parceria com as secretárias de Infraestrutura, Trânsito, Saúde e Educação, além das empresas citadas acima na reportagem. Todos os envolvidos na campanha irão se reunir no auditório da Secretaria Municipal de Educação (SEMED) no dia 14 de novembro para discutir as ações. “O conselho não fiscaliza, mas é importante que tenha também esse processo, por isso faremos parcerias com outras secretarias. Tudo é uma questão de hábito, mas um hábito não se muda da noite para o dia, por isso ele será um projeto permanente”, garante a presidente.
Por Hyana Reis